Author Archives: Cruz Negra Anarquista - Rio de Janeiro

About Cruz Negra Anarquista - Rio de Janeiro

“Acreditamos que, como a maioria dos anarquistas acreditam, as prisões não tenham nenhuma função útil (exceto para o benefício das classes dominantes) e devem ser abolidas, juntamente com o Estado. Somos diferentes dos reformistas liberais e grupos como a Anistia Internacional em duas formas principais: em primeiro lugar, acreditamos na abolição tanto do sistema prisional quanto da sociedade que o cria, e iniciamos todas as nossas ações com isso em mente; em segundo lugar, acreditamos na resistência direta para alcançar uma sociedade sem Estado e sem classes. Grupos como Anistia Internacional se recusam a apoiar qualquer pessoa acusada dos chamados atos violentos, insinuando assim que qualquer um que resiste a opressão e pega em armas em defesa própria, ou durante uma insurreição revolucionária, não é digno de apoio. A mensagem é clara: não resistir. Nossa mensagem é exatamente o oposto, e é isso que nós trabalhamos para apoiar. Nós compartilhamos um compromisso no anarquismo revolucionário, em oposição ao liberalismo e individualismo ou legalismo.”
Lorenzo Kom’boa Ervin

LIBERDADE PARA TOM MAIOR!

Adeilton Costa Lima, o MC Tom Maior, trabalhador informal, rapper, e militante da Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST), foi condenado a 11 anos de prisão, sob a falsa acusação de roubo. Ele está desde o dia 30/09/2014 preso no presídio Patrícia Acioli em São Gonçalo.

Tom foi julgado pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, o mesmo responsável pela absurda ordem de prisão ‘’preventiva’’ de 23 manifestantes às vésperas da final da Copa. No caso de Tom, a condenação veio mesmo com todas as quatro testemunhas ouvidas em juízo o inocentando. Vale destacar que nenhuma delas era amiga do condenado.

Até mesmo a única testemunha de acusação que foi fazer o reconhecimento de Tom em audiência, atestou que o mesmo não era um dos criminosos, e mais: disse textualmente que TOM NUNCA ESTEVE NO ESTABELECIMENTO ONDE OCORREU O CRIME.

A prisão de Tom faz parte de uma onda geral de criminalização por parte do poder judiciário da pobreza, da negritude e da luta pela moradia. Por serem pretos e pobres se insurgindo contra os interesses da especulação imobiliária no Rio de Janeiro, vários moradores de ocupações já foram vítimas de perseguições pelas autoridades como essa aconteceu com Tom.

NÃO PODEMOS NOS CALAR DIANTE DE MAIS ESTA INJUSTIÇA!

CAMPANHA INTERNACIONAL PELA LIBERDADE DE RAFAEL BRAGA

A Campanha pela Liberdade de Rafael Braga convoca coletivos, movimentos e organizações populares de todo mundo a se juntarem a nós na Campanha Internacional pela Liberdade de Rafael Braga.

Fazemos uma chamada para que em novembro de 2016 sejam organizadas atividades por todo o Brasil e no exterior com o intuito de divulgar o caso do Rafael e debater temas como racismo, genocídio do povo Negro, encarceramento em massa, seletividade penal, luta anticárcere etc. As atividades podem ser de caráter variado: culturais, atos, mesas, debates, colagens, stencil, propaganda, acadêmicas e outras. Pedimos que os grupos e/ou indivíduos que organizem algo, nos enviem detalhes no FORMULÁRIO (https://goo.gl/forms/03jxAYsTCsdZGmeT2) para que possamos divulgar e montar um calendário. Além de atividades, também é possível apoiar a Campanha enviando fotos com cartazes em apoio ao Rafael Braga ou notas de solidariedade assinadas por coletivos.

Facebook: https://www.facebook.com/liberdaderafaelbragavieira/

rafaelbraga

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Entrevista com Fernando Moreira, advogado do prisioneiro político chileno no Brasil e ex-membro da Frente Patriótica Manuel Rodríguez, Mauricio Hernández Norambuena (“Comandante Ramiro”)

“Em 5 de janeiro de 2016 Maurício pode ser transferido de presídio e estar à beira da liberdade”

“Pero yo te aseguro que no me han quitado nada Puesto que de esa tierra no me podrán apartar.”

De ‘El Equipaje del destierro’ de Patricio Manns

Andrés Figueroa Cornejo*

Mauricio Hernandez Norambuena, o “Comandante Ramiro”, ex-membro da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), já dissolvida no Chile, agora é um prisioneiro político na Prisão Federal de Porto Velho – em Rondônia, Brasil, próxima à fronteira com a Bolívia.

No Brasil ele foi acusado de fazer parte do seqüestro do empresário Washington Olivetto; no Chile, Hernandez Norambuena foi condenado à penas de prisão perpétua por participar da resistência política e militar contra o ditador Augusto Pinochet. Incriminado por um expediente mitológico pela justiça dos poucos que governam aquele país andino (onde só faltou ser responsabilizado pela morte de Diego Portales, político e milionário chileno assassinado com um tiro há quase 180 anos atrás), Maurício permaneceu em cativeiro na Prisão de Alta Segurança em Santiago, até o dia 30 de dezembro de 1996. No meio da tarde daquele dia, Maurício, junto com três de seus companheiros, escapou do até então inexpugnável presídio no topo de uma cesta de lixo blindada, pendurado em uma mão num helicóptero. A nave desapareceu no céu ante uma platéia uniformizada e fortemente armada de balas e espanto. Seis anos mais tarde, iria novamente preso, desta vez no Brasil.

Mas a justiça se enfurece contra os lutadores pela liberdade e premia as barbaridades. Basta recordar o breve presídio de ouro no qual viveu o cruel tirano genocida Augusto Pinochet em Londres (1), com a proteção da “dama de ferro” e ex-primeira-ministra britânico Margaret Thatcher. Então, o governo chileno de democratas-cristãos e socialistas liberais da época, ostentando sua fidelidade impopular para honrar o pacto uma vez secreto entre os partidos políticos do capitalismo, a burguesia nacional e o Pentágono para acabar com a ditadura do capital em sua forma cívico-militar e passar para sua atual forma de democracia seqüestrada em crise, conseguiu que o ditador  voltasse para o Chile “por razões humanitárias”.

No caso de Mauricio Hernández Norambuena, o governo chileno, até agora, atua de maneira inversa à que fez com Pinochet, este sinônimo de fascismo, traição e morte na linguagem mundial.

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Por um mundo sem prisões: Conversações entre grupos e indivíduxs anticarcerárixs latinoamericanxs

Porunmundosinpr

Conversação entre entre grupos e indivíduos anticarcerarios, com a participação da CNA de Bogotá, CNA México, Rodolfo Montes de Oca da Venezuela, Publicação Refratários do Chile (layout Feral Edicione de Bogotá, capa e contracapa de Sin Retorno Ediciones de Oaxaca).

Dedicado: Para todas as pessoas que deixaram o seu último suspiro com o desejo imutável para livrar o mundo; e aqueles que sofrem, sofreram, resistem e resistiram, o confinamento e a punição concebido para aqueles identificados como “criminosos”. Menção especial axs guerrerxs: Mauricio Morales, Xosé Tarrio, Harold Thompson, Barry Horne, William Rodgers, María Soledad Rosas, Edoardo “Baleno” Massari y Horst Fantazzini.

Texto aqui: https://es-contrainfo.espiv.net/files/2015/12/Por-un-mundo-sin-prisiones.pdf

Frente e verso: http://www.mediafire.com/download/gvnb56yixgupg0v/Porunmundosinpr.pdf

Insuu: http://issuu.com/curarevzla/docs/merged__1_

[Turquia] ABC Istambul: Solidariedade com o preso anarquista e vegano Osman Evcan em greve de fome desde 10 de novembro

Adsız1Quem é Osman Evcan?

Osman Evcan, nascido em 1959 em Samsun, é um preso anarquista que passou seus últimos 23 anos na prisão. Em 1992 foi sentenciado a 30 anos de cárcere pela acusação de pertencer a um grupo terrorista esquerdista e por roubo. Também esteve encarcerado durante 9 anos entre 1980 e 1989. Desde que Osman adotou as ideias anarquistas em 2003, também se tornou vegano e apoia as lutas pela libertação animal.

Osman Evcan foi encarcerado em muitas prisões diferentes por todo o país, construiu sua vida lutando contra a violência autoritária e especialmente a violência e opressão que é uma parte sistêmica da estrutura hierárquica da prisão, e ainda que continue sua luta contra a mentalidade opressiva do cárcere, sem ceder nem um milímetro, aspirando aos corretos valores dos indivíduos anarquistas, veganos e libertários.

Seu primeiro ato de resistência foi sua greve de fome em 2011, que durou 42 dias, pedindo que houvesse comida vegana disponível na prisão. Durante sua greve de fome, os anarquistas e pessoas ativistas da libertação animal da Turquia e de todo o mundo apoiaram a luta de Osman para ter acesso a uma alimentação vegana na prisão. Após 42 dias de greve de fome, o governo se rendeu e realizou reformas para os presos veganos ou vegetarianos: “As demandas dos prisioneiros veganos e vegetarianos serão aceitas sempre e quando estejam limitadas a sua dieta”.

Após esta vitória de todos os anarquistas, liberacionistas de animais e presos políticos, Osman continuou participando da luta anarquista durante seu tempo na prisão. Apoiou a comunidade LGTB, a libertação animal, os direitos da mulher, as lutas anti-imperialistas de fora do cárcere, e fez greves de fome para protestar contra o massacre de animais durante cada “festa do sacrifício” todos os anos durante 3 dias, escreveu artigos para apoiar a natureza, as minorias étnicas e as diferentes identidades contra as pilhagens do governo e da burguesia compradora e continua sua luta política fazendo tudo o que pode fazer desde o cárcere.

Osman Evcan foi declarado culpado de ser membro de um grupo terrorista esquerdista, ele fez autocrítica para si mesmo afirmando que as formas de ser do sistema capitalista e do sistema socialista são ambas formações estatistas e colonialistas. Citando suas próprias palavras: “O veganismo não é só contra o capitalismo, mas também contra o socialismo. O veganismo é contra a civilização. O veganismo é uma atitude de total rechaço contra a destruição tecnológica, a violência, a alienação da espécie humana da natureza e de si mesma, o saque ecológico, a contaminação, o colonialismo, o aquecimento global. O ato da civilização tem uma história comum com formas estatistas de organização. A ideia de um processo de crescimento de Estado a partir da história primitiva simples, a modernização em marcha durante milhares de anos e a transformação no Estado-Nação são resultados da civilização. Não podemos separar estes fatos em marcha de reforço mútuo que produz cada um no outro. O veganismo é uma atitude radical contra tudo isto…”

Osman Evcan segue na prisão de alta segurança de Kocaeli nº 1. A pressão contra ele continua incrementando-se. Após sua greve de fome de 33 dias em junho de 2015 conseguiu levar o abastecimento vegano na prisão um passo mais além e ganhou o direito a receber comida vegana desde o exterior do cárcere. A administração da prisão usurpou no entanto este triunfo por razões arbitrárias. Osman Evcan, portanto, continua sua greve de fome indefinidamente desde 10 de novembro de 2015.

ABC [Cruz Negra Anarquista] Istambul

Escreva ao companheiro:

Osman Evcan
Kocaeli 1 Nolu F Tipi Cezaevi
A-7-21
Kandıra / KOCAELI
Turquia

Fonte: http://sosyalsavas.org/2015/11/abc-istanbul-solidarity-with-imprisoned-vegan-anarchist-osman-evcan-on-hunger-strike-since-nov-10turkey/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Tradução > Sol de Abril

LIBERDADE PARA TOM, PRESO PELO JUDICIÁRIO RACISTA! CONTRA AS PERSEGUIÇÕES A FIST!

Adeilton Costa Lima, o Tom, trabalhador informal e morador da ocupação Edith Stein da FIST famoso por ter confeccionado o boneco da copa cuja imagem rodou o mundo, foi condenado a 11 anos de prisão, sob a falsa acusação de roubo. Ele está desde o dia 30/09/2014 preso no presídio Patrícia Acioli em São Gonçalo.

O juiz Itabaiana não ouviu nem a única testemunha que acusou Tom em sede policial, quando a pessoa ainda está sob forte emoção. Nem as três testemunhas de defesa, que não eram amigas do condenado, que atestaram que, no dia e hora do crime, Tom encontrava-se numa ocupação da rua Santa Cristina,em Santa Teresa.

A única testemunha de acusação que foi fazer o reconhecimento de Tom em audiência atestou que o mesmo não era um dos criminosos, e mais: disse textualmente que Tom NUNCA ESTEVE NO ESTABELECIMENTO ONDE OCORREU O CRIME. Mesmo diante destas provas, Itabaiana condenou o companheiro. Este juiz, além de tudo, tem um comportamento desrespeitoso para com os advogados estando, inclusive, sendo processado pela moderadíssima OAB em virtude de ter mandado fazer escuta nos telefones dos advogados, revivendo a velha prática da ditadura militar.

Tom é réu primário e foi preso pela primeira vez no período eleitoral, o que é ilegal. A fita de uma câmera de segurança do local do crime, que revela que Tom não participou dos assaltos não foi periciada, porque desapareceu no Fórum, o que é um indício de alguma interferência também ilegal no processo.

O juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau é velho conhecido da FIST por suas atitudes arbitrárias. No afã de condenar, condenar e condenar, cometeu mais uma injustiça gritante com essa sentença. É simplesmente aviltante o comportamento desse senhor contra pobres, negros e lutadores sociais.

A perseguição ao Tom faz parte de uma onda geral de perseguição à FIST e a todos os movimentos sociais. Por lutar contra a especulação imobiliária no Rio de Janeiro, vários moradores de ocupações da FIST já sofreram criminalização de forma parecida com o que aconteceu com o Tom. O próprio advogado da FIST,André de Paula, está respondendo a processo por desacato, por se recusar a aceitar as chicanas judiciais contra o nosso movimento e o povo pobre e de maioria negra.

O Estado brasileiro foi construído em cima da escravidão, e depois da repressão brutal ao povo negro. A justiça, como um dos pilares desse Estado, não é diferente. Os juízes no Brasil têm poderes quase ditatoriais, e podem passar por cima do devido processo legal, como Itabaiana está fazendo. E o sistema penal não oferece nenhum apoio para reabilitar os presos e reintegrá-los na sociedade, e sim serve como escola do crime e depósito para pobres, muitos já com as penas vencidas.

Como parte da nossa luta contra o sistema capitalista, devemos exigir que haja um controle popular maior sobre a justiça, e diminuição do poder dos juízes. E também devemos exigir mudanças radicais no sistema penal, começando com o fim da Polícia Militar, que trata o povo como um inimigo a ser combatido, e medidas para diminuir a superlotação dos presídios.

Assim como a FIST participa da Campanha pela Liberdade de Rafael Braga, pedimos o apoio de todos os movimentos sociais para a campanha pela liberdade do Tom e contra as perseguições à FIST. Precisamos de moções nos sindicatos e movimentos, divulgação do caso, solidariedade material ao Tom e à sua família e apoio nas manifestações que vamos convocar em conjunto com quem apoiar mais esse preso do judiciário racista e antipopular.

Tom está pedindo um ventilador com nota fiscal como doação. Quem puder ajudar terá nossa gratidão.

documentários sobre o FPMR

Companheirxs chilenxs da campanha pela liberdade de Maurício Norambuena nos passaram essa série de documentários sobre a história do FPMR


Reportaje en revista Qué Pasa | Entrevista a uno de sus realizadores

CAPÍTULO 1
Asalto al retén en Los Queñes – Toma de Radio Minería – Nacimiento del FPMR – Ataque al cuartel de la DINE – Chilenos en Nicaragua
Parte I
Parte II
Parte III

CAPÍTULO 2
Asaltos simultáneos a tres armerías – Cecilia Magni – Asalto al Cuartel Borgoño – Secuestro de Gonzalo Cruzat – Milicias Rodriguistas – Asesinato de Tatiana Fariña – Rescate de Fernando Larenas – Plan de Sublevación Nacional
PARTE I
PARTE II
PARTE III

CAPÍTULO 3
Secuestro de Germán Obando – Desembarco de armas en Carrizal Bajo – Atentado a Pinochet
PARTE I
PARTE II
PARTE III

CAPÍTULO 4
Operación Albania – Secuestro del coronel Carlos Carreño – Asalto al retén de Los Queñes
Mira el adelanto aquí

Eskişehir: anarquistas presos em ação de comemoração pelos seus camaradas que foram mortos em Suruç na semana passada

Hoje, cerca de 70 anarquistas de Istambul, Ankara, Yalova e outras cidades (Eskişehir Anarşi İnisiyatifi, Ankara Anarşi İnisiyatifi, İstanbul Anarşi İnisiyatifi e Devrimci Anarşist Faaliyet), reunidos em Eskişehir em uma ação de comemoração pelos seus camaradas (Alper Sapan, Evrim Deniz Erol, Medali Barutçu) que foram mortos por suicídio bomba em Suruç (Pirsus) na semana passada. Quando os anarquista se reuniram e começaram a marchar, a polícia de repente atacou e prendeu cerca de 15 anarquistas.

Foi a ação da Anarchy Initiative que fez uma chamada internacional para as ações de solidariedade contra o governo fascista turco. Também outros grupos, autonoms e indivíduos se juntaram a ação em Eskişehir.

Os anarquistas que se reuniram em frente a Migros (Adalar) e começaram a marchar foram atacados pela polícia. E cerca de 15 anarquista preso. Outros ativistas dispersos para as ruas e cafés. Em seguida, os grupos fascistas apareceram nas ruas para irritar os manifestantes. Alguns fascistas aplaudindo a polícia que estava prendendo alguns anarquistas.

Enquanto isso, a polícia tentou criminalizar os manifestantes e anarquistas por um alerta de bomba no centro da cidade. Bloquearam estradas, aumentaram a segurança no centro. Em seguida, eles explodiram o pacote com espoleta na rua.

Por enquanto não temos mais detalhes sobre os detidos. Mas nós vamos dar mais atualizações em breve.

Hoje, também em Istambul, houve uma marcha pela paz que foi proibida pelo governador. Os manifestantes se reuniram em Aksaray entre os bloqueios da polícia e repressão. Alguns anarquistas se juntar ao protesto segurando banners com as imagens dos camaradas anarquistas Alper Sapan, Evrim Deniz Erol e Medali Barutçu.

#Eu apoio xs 23: Audiência de Moa e Sininho dia 5 de agosto

 

O mandato de prisão que manteve o estudante Igor Mendes preso por quase 7 meses caiu no último mês, permitindo a saída do militante do presídio de Bangu e a liberdade às ativistas foragidas Moa e Elisa (Sininho). Agora, a justiça burguesa continua com o julgamento dxs 23 acusadxs por formação de quadrilha realizando as últimas audiências e as duas manifestantes serão ouvidas no dia 5 de Agosto. Uma manifestação em repúdio ao terrorismo de Estado está sendo mobilizada para acontecer na frente do Tribunal de Justiça. A primeira instância do julgamento chega ao fim e o Estado pretende se voltar com toda sua punição contra aqueles que lutaram contra os mega-eventos ao lado do povo.

LIBERDADE JÁ!

TERRORISTA É O ESTADO!

“CONVOCAMOS TODAS E TODOS:

No dia 5 de agosto ocorrerá a última audiência do processo político contra os 23 ativistas presos da COPA DA FIFA. Neste dia, as ativistas Elisa (Sininho) e Moa serão ouvidas, às 14h, no Tribunal de Justiça.

Este processo, que acumula inúmeras ilegalidades, teve seu último ato arbitrário com o decreto das prisões destas ativistas, forçadas a manterem-se na clandestinidade e do ativista Igor Mendes, que permaneceu encarcerado no complexo penitenciário de Bangu por 7 meses.

Agora, apesar do STJ ter concedido o habeas corpus que anulou o decreto de prisão promovido pelo Juiz Flavio Itabaiana contra os 3 ativistas, o processo continua. E a luta contra ele também!

Mais uma vez os setores mais reacionários do judiciário se unem ao monopólio da imprensa para criminalizar os manifestantes e sua justa luta na defesa dos direitos do povo.

A partir das 10 da manhã nos concentraremos em frente ao Tribunal de Justiça, onde serão realizadas atividades políticas e culturais em Defesa de Todas(os) as(os) Presas(os) e Perseguidas(os) Políticos, pelo Fim de Todos os Processos Políticos Contra Manifestantes, Pelo Direito de Livre Organização e Manifestação!

Lutar não é crime!
Criminosa é a FIFA!

#NãoPassarão
#Venceremos!”

México D.F. – Segue a greve de fome dos presos em resistência: Chamado a ação solidária

Cruz Negra Anarquista México

6 companheiros prisioneiros da Prisão do Norte que iniciaram uma greve de fome em 27 de julho foram movidas a partir do quarto em que eles foram a uma célula na área de entrada no qual eles são mantidos segregados do resto da população da prisão.

As autoridades da prisão consideram que Fernando Barcenas e Bryan Reyes são os organizadores do movimento, por isso, em 30 de junho eles foram notificados de uma convocação para a Câmara Técnica de uma suposta agressão a um guarda quando os colegas tentaram entregar a declaração de requisitos para o diretor e vários guardas impediram sua passagem. Esta intimação foi certamente uma estratégia para intimidar os grevistas, porque durante a sessão de CT não se mencionou o incidente.

Peers Julian Lopez Barron, Irwin Garcia Freire, Luis Lozano Urgell e Jose Santiago Hernandez são constantemente desafiados pela equipe da instituição para saber se alguém pagou para fazerem o protesto, além de pressioná-los a abandoná-la, dizendo que o processo pode entrar em grandes problemas e oferecendo-lhes “o que eles queiram” em troca de desistir.

Em 1 de Julho, um membro da equipe médica unida conseguiu entrar para verificar os colegas e relatórios que são estáveis, eles se recusaram a receber água ou mel por parte da instituição e consumir apenas o que suas famílias têm sido capazes de alcançá-los.

Apesar greve intimidação continua, a cada dia solidariedade entre pares é reforçada, frustrando assim as estratégias das autoridades penitenciárias para dividir e, assim, enfraquecer o movimento.

Deve demonstrar que eles não estão sozinhos, que a solidariedade transcende os muros da prisão e se estende para as ruas, por isso apela para um comício anti-prisão na frente da Secretaria de Sistema Penitenciário da Cidade do México, localizado em San Antonio Abad 124 Transit em 6 de julho, às 11 horas.

Também está convidado a colaborar com água, mel, limão e / ou laranja para atacar. Eles serão recebidos na Biblioteca social Reconstruir.